Queda de cabelo pode persistir mesmo quando vitaminas estão normais; entenda

  • 23/09/2026
(Foto: Reprodução)
Saúde capilar vai muito além de checar Divulgação Muitas pessoas notam uma queda intensa de cabelo e, ao fazerem o check-up, se deparam com resultados “perfeitos”. Níveis de ferro, zinco, vitamina D e hormônios da tireoide aparecem normais na folha do laboratório, mas os fios continuam caindo no banho e na escova. A médica dermatologista Fabiana Addario (CRM 88259 | RQE 61543), especialista em Tricologia Médica e Cosmética e CEO da Clinicapelli, esclarece que essa situação é comum e tem explicação biológica direta. A pergunta comum nos consultórios “Na minha rotina clínica, ouço isso constantemente: ‘Doutora, fiz todos os exames. Tudo está perfeito no meu sangue, mas meu cabelo continua caindo. Por quê?’”, relata a médica. Segundo a especialista, avaliar a saúde capilar vai muito além de checar se os números dos exames estão dentro da média impressa no papel. O corpo prioriza o que é vital Em situações de desgaste ou falta de energia, o organismo humano ativa um sistema de sobrevivência: ele distribui os nutrientes primeiro para as funções essenciais da vida, deixando o restante para depois. A escala de prioridades do corpo funciona na seguinte ordem: Órgãos vitais (coração, pulmões, cérebro e rins) Sistema imunológico (defesa contra doenças) Sistema reprodutivo Tecidos periféricos (pele, unhas e cabelo) “O cabelo está no final da fila. Quando o corpo passa por algum estresse — físico, emocional ou infeccioso —, a primeira parte a sentir é o cabelo. Não porque falte vitamina de imediato, mas porque o organismo está concentrado em manter você vivo”, pontua a dermatologista. O que o exame de sangue não mostra Dra. Fabiana explica que o exame de sangue tradicional mostra apenas o que está circulando pelos vasos naquele instante, mas não mede se essa substância está de fato entrando nas células da raiz capilar. “Um olhar focado em tricologia traz clareza. Não é apenas ler números, mas entender como o corpo funciona como um todo e ligar esses valores ao que vemos no couro cabeludo”, esclarece. Um exemplo frequente envolve o ferro. Uma pessoa pode ter uma quantidade adequada do mineral no sangue, mas, se estiver com alguma inflamação no corpo, produz mais hepcidina — hormônio que controla quanto de ferro o organismo guarda e usa. Quando a hepcidina sobe, o ferro fica “preso” e não chega à raiz do cabelo, que enfraquece mesmo com o exame aparentemente normal. Estresse e a reação em cadeia no corpo Quando enfrentamos períodos prolongados de estresse — como noites mal dormidas, pressão no trabalho, pós-operatórios ou infecções recentes —, o sistema nervoso entra em alerta contínuo. Com esse alerta, o corpo reduz o fluxo de sangue para partes menos prioritárias, como o couro cabeludo. Ao mesmo tempo, o corpo produz menos proteína nas partes que considera menos urgentes — e o cabelo é feito de proteína. Essa resposta também eleva o cortisol — hormônio ligado ao estresse —, encurtando a fase de crescimento do fio e antecipando a fase de queda. “É pura fisiologia. Muitas vezes não se trata de falta de vitaminas, mas de uma escolha de sobrevivência do próprio corpo”, sintetiza Dra. Fabiana. Caso real: recuperação em três meses A médica relata o atendimento recente de uma paciente de 35 anos na Clinicapelli. A mulher enfrentava queda intensa de cabelo havia quatro meses, mesmo com exames normais de ferro, zinco, vitamina D e tireoide. Na consulta com tricoscopia — exame que amplia a imagem do couro cabeludo e dos fios em alta definição —, a Dra. Fabiana identificou inflamação leve ao redor das raízes do cabelo e fios ficando mais finos, quadro típico de eflúvio telógeno — queda temporária de cabelo, o tipo mais comum, que costuma surgir alguns meses depois de uma doença ou grande estresse. A anamnese — entrevista detalhada sobre a rotina e o histórico da paciente — revelou que ela havia passado por uma virose três meses antes, somada a noites mal dormidas e excesso de trabalho. Os níveis de nutrientes no sangue estavam normais para uma pessoa em repouso, mas insuficientes para um corpo em recuperação. Diante do quadro, o tratamento foi individualizado e definido após a avaliação completa, combinando orientação de cuidados em casa (o chamado home care), com ajuste personalizado de nutrientes conforme as necessidades da paciente, e protocolos de tratamento realizados dentro da clínica, que incluem tecnologias e terapia capilar. Como desfecho específico desse caso relatado pela médica, em três meses a queda cessou e o volume capilar voltou a crescer. “Se ela tivesse apenas tomado um suplemento comum de farmácia por conta própria, não teria resolvido. O que fez diferença foi entender a causa e tratar de forma personalizada”, destaca a médica. A especialista reforça que cada organismo responde de forma diferente e que o tratamento capilar precisa ser estritamente individualizado — não existe uma fórmula única que sirva para todos os pacientes. A conduta terapêutica só deve ser indicada por um médico após avaliação clínica presencial, uma vez que a escolha das medidas depende da causa da queda, do histórico clínico e das condições globais de saúde de cada pessoa. Por essa razão, a autoprescrição de suplementos ou medicamentos deve ser evitada. Como é feito o diagnóstico completo Na Clinicapelli, a investigação dos problemas capilares reúne três passos complementares: Tricoscopia digital: exame que amplifica o couro cabeludo e os fios, feito no próprio consultório, sem cortar nada, permitindo avaliar vermelhidão, raiz, espessura e densidade capilar. Anamnese detalhada: conversa aprofundada para entender a linha do tempo do paciente, incluindo início da queda, infecções prévias, cirurgias, níveis de estresse e padrão de sono. Interpretação individual dos exames: análise dos níveis no sangue de acordo com a necessidade biológica de cada organismo, sem se limitar aos padrões mínimos do laboratório. A partir desse diagnóstico detalhado, o médico estrutura um plano terapêutico individualizado, que pode reunir orientações de cuidados diários em casa e, quando clinicamente indicado, protocolos de tratamento realizados dentro da clínica, com tecnologias e terapia capilar — sempre de acordo com a necessidade apurada em cada caso. “Um diagnóstico de verdade não se resume a dizer que as vitaminas estão normais e que está tudo resolvido”, adverte a dermatologista. O cabelo como termômetro da saúde “O cabelo é o espelho da nossa saúde geral. Quando ele cai, é sinal de que o corpo está pedindo atenção — seja por uma inflamação, alterações hormonais, estresse acumulado ou uma sobrecarga que exigiu prioridade do organismo”, conclui a Dra. Fabiana Addario. Serviço Clinicapelli — Saúde, Beleza e Bem-estar Atendimento especializado com a Dra. Fabiana Addario, médica dermatologista especialista em Tricologia Médica e Cosmética (CRM 88259 | RQE 61543) WhatsApp: (13) 99617-6004 Instagram: @_clinicapelli e @drafabianaaddario

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/especial-publicitario/clinicapelli/noticia/2026/09/23/queda-de-cabelo-pode-persistir-mesmo-quando-vitaminas-estao-normais-entenda.ghtml


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