Mulheres são agredidas durante ato pró-Lula em feira livre no litoral de SP
19/10/2026
(Foto: Reprodução) Três mulheres são agredidas durante ato do PT em feira livre no litoral de SP
Redes sociais
Três mulheres foram agredidas durante um ato do Partido dos Trabalhadores (PT) em uma feira livre de Peruíbe, no litoral de São Paulo, neste domingo (18). Uma mulher, de 53 anos, foi identificada detida pela Guarda Civil Municipal (GCM) como sendo a suspeita das agressões. Ela também é investigada por ameaçar uma quarta manifestante.
A confusão ocorreu ao final de um “bandeiraço” em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida 24 de Dezembro, no Centro de Peruíbe, neste domingo (18). O ato foi convocado pelo diretório municipal do partido.
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), uma mulher que se posicionava contra o ato, teria agredido três das vítimas e, ameaçado a quarta.
O PT, em nota, afirmou que o ato começou às 9h e, por volta das 10h, um grupo contrário à reeleição de Lula começou a se reunir a cerca de 50 metros do local para acompanhar a mobilização. O diretório disse que integrantes desse grupo passaram em frente ao ato petista fazendo provocações.
A situação teria sido comunicada à Secretaria Municipal de Segurança Pública, que enviou uma equipe da GCM ao local. Por volta das 13h, o partido afirmou que integrantes do grupo contrário ao PT voltaram a fazer provocações e a mulher teria partido para cima de três manifestantes. Uma delas estava com um bebê no colo.
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Segundo a SSP-SP, as quatro mulheres agredidas registraram um boletim de ocorrência e contaram para à polícia que participavam da manifestação pacífica, quando uma mulher teria se exaltado e investido contra elas. Três delas afirmam que sofreram agressões físicas.
A quarta mulher disse ter sido ameaçada pela suspeita. A mulher teria se dirigido diretamente a ela, apontando o dedo em sua direção e proferido a frase “Você vai me pagar”, expressão que a vítima compreendeu como ameaça.
Os guardas municipais ajudaram a identificar a suspeita. O caso foi registrado na Delegacia de Peruíbe como lesão corporal e ameaça. A SSP-SP disse ainda que a autoridade policial requisitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e prossegue com as diligências para esclarecer os fatos. As vítimas também foram orientadas sobre o prazo legal para representação criminal.
Repúdio
Nas redes sociais, o diretório do PT em Peruíbe repudiou as agressões e disse que a "violência política é uma ameaça à democracia e ao direito da participação política".
“Nenhuma divergência ideológica ou partidária justifica agressões físicas, intimidação ou tentativas de impedir que pessoas exerçam livremente seu direito de manifestação”, disse.
O partido se solidarizou com as vítimas e disse que seguirá nas ruas defendendo o direito de manifestação e uma política sem violência. “Peruíbe merece respeito! Violência política não é divergência. É uma agressão à democracia!”.
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