Médico que foi preso no litoral de SP após estuprar pacientes e filmar crimes em SC teve registro cassado; veja histórico

  • 04/05/2026
(Foto: Reprodução)
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que médico foi preso O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi preso em Praia Grande, no litoral de São Paulo, seis meses após ser condenado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude contra pacientes em Itajaí (SC). Ele passou a ser investigado após uma denúncia da esposa e, em 2023, teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina. Segundo apurado pelo g1, Neandro foi abordado pela Guarda Civil Municipal (GCM) no bairro Ocian, neste sábado (2). Durante a pesquisa pessoal, ele foi identificado como procurado da Justiça de Santa Catarina e acabou sendo preso. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Em fevereiro de 2019, Neandro foi preso pela primeira vez durante a operação ‘Jaleco Branco’, realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele atuava como clínico geral em Itajaí quando foi surpreendido pelo mandado de prisão temporária. A investigação chegou até a polícia após a esposa dele enviar um CD com vídeos dos abusos. Na época, o delegado responsável pelo caso, Alexandre de Oliveira, disse que as filmagens eram feitas pelo próprio médico, sendo a maioria com as vítimas dopadas. O médico Neandro Schiefler, de 46 anos, foi condenado a 16 anos de prisão Reprodução/Redes sociais Os crimes teriam ocorrido desde 2017 dentro das unidades de saúde onde ele trabalhava. Na época, a polícia informou que Neandro confirmou ser a pessoa que aparece em 14 das 16 filmagens. "Alegou ter feito os vídeos para arquivo pessoal e se proteger de problemas futuros no hospital", afirmou o delegado. Intervenção do CRM Em 2019 e 2020, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina determinou a interdição cautelar do registro profissional de Neandro, que se tornou alvo de um processo ético profissional. No entanto, o CRM cassou o registro permanentemente após julgamento do Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina. A decisão foi publicada em junho de 2023, levando em consideração uma série de artigos do conselho que Neandro infringiu. Confira quais: Art. 22. Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte; Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto; Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo; Art. 30. Usar da profissão para corromper costumes, cometer ou favorecer crime; Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de promoção de saúde e de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente; Art. 38. Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais; Art. 40. Aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico-paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou de qualquer outra natureza. Condenação Em outubro de 2025, Neandro foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Itajaí, do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. De acordo com o mandado de prisão, Justiça entendeu que o médico praticou violação sexual por três vezes, além de estupro de vulnerável contra pessoas que, por enfermidade ou deficiência mental, não podiam oferecer resistência. Segundo a decisão da Justiça, Neandro se aproveitou da posição de médico para agir com abuso de poder ou violação de dever inerente a profissão. O mandado de prisão tinha validade até 2045. O g1 não localizou a defesa dele até a publicação desta reportagem.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/05/04/medico-que-foi-preso-no-litoral-de-sp-apos-estuprar-pacientes-e-filmar-crimes-em-sc-teve-registro-cassado-veja-historico.ghtml


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